Mudanças para Arquitetos no Brasil em 2026: Reforma Tributária, ESG e Novas Obrigações

Conheça as mudanças para arquitetos no Brasil em 2026: Reforma Tributária, IBS, CBS, obrigatoriedade ESG e CIB. Guia prático com adaptações necessárias.

Escrito por: Francine Panigassi
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Revisado em: 06/01/2026

O que muda em 2026: Reforma Tributária, ESG e Novas Obrigações

As mudanças para arquitetos no Brasil em 2026 marcam o início de uma transformação profunda na tributação de serviços profissionais. A fase de transição da Reforma Tributária, regulamentada pela Lei Complementar 214/2025 , entrou em vigor em 1º de janeiro de 2026 com alíquotas de teste para IBS e CBS que impactam diretamente a emissão de notas fiscais e a formação de preços de projetos arquitetônicos.

O que muda em 2026: Reforma Tributária, ESG e Novas Obrigações

Além da reforma tributária, arquitetos que atuam com clientes corporativos enfrentam novas exigências de sustentabilidade. A Resolução CVM nº 193 tornou obrigatória a adoção dos padrões IFRS S1 e S2 para empresas de capital aberto, exigindo integração de métricas ambientais em projetos corporativos e especificação de materiais com certificação sustentável.

Este guia apresenta as principais mudanças para arquitetos no Brasil em 2026, com foco prático em tributação, obrigações fiscais, tendências ESG e adaptações necessárias para manter conformidade e competitividade no mercado.

Neste artigo, você encontrará:

  • Reforma Tributária: como IBS e CBS afetam serviços de arquitetura
  • Novas obrigações de emissão de notas fiscais eletrônicas
  • Alíquota efetiva estimada para profissionais liberais
  • Cadastro Imobiliário Brasileiro (CIB) e seus impactos
  • Obrigatoriedade ESG para clientes corporativos
  • Tendências em projetos sustentáveis e espaços híbridos
  • Adaptações práticas para escritórios de arquitetura

Reforma Tributária e Mudanças para Arquitetos no Brasil em 2026

A Reforma Tributária sobre o consumo iniciou oficialmente sua fase de transição em janeiro de 2026. Embora classificado como ano de testes pela Receita Federal , as obrigações acessórias são imediatas e exigem adaptação de sistemas e processos por parte dos arquitetos.

IBS e CBS: O Novo Sistema Tributário para Serviços

IBS e CBS: O Novo Sistema Tributário para Serviços

O IBS (Imposto sobre Bens e Serviços) e a CBS (Contribuição sobre Bens e Serviços) substituirão gradualmente cinco tributos atuais: PIS, Cofins, IPI, ICMS e ISS. Para arquitetos, a mudança é particularmente relevante porque serviços de arquitetura eram tributados pelo ISS municipal, que agora migra para este sistema dual federal e estadual.

Em 2026, aplicam-se alíquotas simbólicas de 0,9% para CBS e 0,1% para IBS. Não há recolhimento efetivo destes tributos durante o ano de teste. O valor destacado nas notas fiscais será compensado com PIS e Cofins já pagos, mantendo a carga tributária inalterada neste período.

Importante: Arquitetos que cumprirem todas as obrigações acessórias estão dispensados do recolhimento de IBS e CBS em 2026. A apuração tem caráter meramente informativo, sem efeitos tributários.

Alíquota Efetiva para Profissionais Liberais

Uma das mudanças para arquitetos no Brasil em 2026 mais significativas é a definição da alíquota futura. A Lei Complementar 214/2025 estabelece redução de 30% na alíquota padrão para profissionais liberais, incluindo arquitetos. Considerando a alíquota de referência estimada em 28%, serviços de arquitetura terão alíquota efetiva de aproximadamente 19,6% após a transição completa.

Para efeito de comparação, um serviço que hoje custa R$ 1.000 com carga tributária de 6,65% (3,65% PIS/Cofins mais 3% ISS no lucro presumido) gera receita líquida de aproximadamente R$ 933,50. Com o novo sistema, a nota fiscal apresentará honorários de R$ 933,50 mais R$ 182,96 de impostos, totalizando R$ 1.116,46.

Sem ajuste adequado na formação de preços, arquitetos correm risco de absorver parte da carga tributária sem perceber, reduzindo margens de lucro. Simulações financeiras detalhadas são essenciais para prever impactos e ajustar contratos com clientes.

Obrigações de Emissão de Notas Fiscais

A partir de janeiro de 2026, documentos fiscais eletrônicos devem incluir campos específicos para IBS e CBS. Dois códigos tornam-se centrais: CST-IBS/CBS, que define a situação tributária da operação, e cClassTrib, que classifica cada serviço conforme tratamento tributário aplicável.

Embora não haja rejeição automática de notas por ausência destes campos durante 2026, a obrigatoriedade legal existe desde janeiro. Arquitetos precisam atualizar sistemas de gestão e emissão de notas fiscais para incluir os novos campos, sob pena de autuações futuras.

A Receita Federal e o Comitê Gestor do IBS adiaram penalidades automáticas até o quarto mês após publicação dos regulamentos. Ainda assim, a adaptação deve ser imediata.

Cadastro Imobiliário Brasileiro: O CPF dos Imóveis

O Cadastro Imobiliário Brasileiro (CIB) representa outra mudança significativa para arquitetos no Brasil em 2026. Este sistema cria identificador único nacional para cada imóvel urbano ou rural, integrando dados de cartórios, prefeituras e órgãos federais em base unificada.

Cadastro Imobiliário Brasileiro: O CPF dos Imóveis

Impactos para Projetos Arquitetônicos

A implementação do CIB afeta diretamente o trabalho de arquitetos em diversas frentes. Contratos de projetos para imóveis existentes passam a exigir o número CIB. Processos de regularização e aprovação de projetos ganham maior transparência com a base de dados integrada.

O sistema também institui o "valor de referência", estimativa oficial do valor de mercado de cada imóvel. Este valor serve como base para cálculo de tributos como ITBI, IBS, CBS, IPTU e ITCMD. Para arquitetos que trabalham com viabilidade de empreendimentos, o valor de referência torna-se parâmetro relevante em análises financeiras.

Capitais dos estados e Distrito Federal têm prazo até agosto de 2026 para atualizar cadastros. Demais municípios têm até agosto de 2027. A geração do código CIB é automática, sem necessidade de ação por parte de proprietários, sendo responsabilidade dos cartórios de registro de imóveis.

Segurança Jurídica em Transações

Para arquitetos que atuam em incorporações ou assessoram clientes em transações imobiliárias, o CIB oferece benefícios operacionais. A verificação da situação real de imóveis torna-se mais rápida e precisa, com acesso integrado a informações de titularidade, localização, características físicas e situação documental.

O CIB não substitui a matrícula do imóvel nem a inscrição municipal. Funciona como unificação nacional que conecta informações existentes em diferentes bases, facilitando due diligence e processos de aprovação de projetos.

Obrigatoriedade ESG e Mudanças para Arquitetos no Brasil em 2026

Arquitetos que atendem clientes corporativos enfrentam novas exigências relacionadas a sustentabilidade. A Resolução CVM nº 193 tornou obrigatória a adoção dos padrões IFRS S1 e IFRS S2 para empresas de capital aberto a partir do exercício de 2026, com relatórios divulgados em 2027.

Obrigatoriedade ESG e Mudanças para Arquitetos no Brasil em 2026

IFRS S1 e S2: Impactos em Projetos Corporativos

O Brasil foi o primeiro país a incorporar as normas IFRS S1 e S2 em sua estrutura regulatória. Estas normas exigem que empresas demonstrem como questões climáticas e sociais afetam seu desempenho econômico, integrando sustentabilidade às demonstrações financeiras.

Para arquitetos corporativos, esta mudança significa que projetos de escritórios, fábricas e edifícios comerciais passam a exigir documentação detalhada sobre impacto ambiental. Métricas de emissões de carbono na construção, especificação de materiais com certificação sustentável e eficiência energética tornam-se requisitos de clientes que precisam reportar dados ESG.

Empresas que contratam serviços de arquitetura passam a exigir compliance ESG de seus fornecedores. Arquitetos que não se adaptarem perdem acesso a este segmento de mercado.

Priorização de Fornecedores Sustentáveis

Uma das mudanças para arquitetos no Brasil em 2026 decorrente da obrigatoriedade ESG é a pressão por fornecedores com certificações sustentáveis. Móveis modulares de materiais reciclados, revestimentos de baixa emissão e sistemas de climatização eficientes ganham prioridade em especificações técnicas.

A cadeia de suprimentos da construção civil passa por transformação. Fabricantes de materiais investem em certificações e rastreabilidade de origem. Arquitetos que dominam este ecossistema e mantêm rede de fornecedores qualificados agregam valor significativo a seus serviços.

Tendências de Projetos e Espaços Híbridos

As mudanças para arquitetos no Brasil em 2026 vão além de obrigações fiscais e regulatórias. Tendências de mercado indicam demanda crescente por espaços híbridos e multifuncionais, especialmente em projetos corporativos.

Tendencias de 2026 para Arquitetura Corporativa - Espaços Híbridos

Design Biofílico e Bem-Estar

Projetos que integram elementos naturais e promovem bem-estar ocupam posição central nas tendências de 2026. Áreas colaborativas com iluminação natural, jardins verticais e espaços de descompressão tornam-se requisitos em briefings corporativos.

O conceito de biofilia aplicado a ambientes de trabalho demonstra impacto positivo em produtividade e satisfação de colaboradores. Empresas que reportam dados ESG valorizam estes elementos como parte de sua estratégia de capital humano.

Investimentos iniciais em projetos biofílicos podem ser 10 a 20% superiores a soluções convencionais. Contudo, o alinhamento com incentivos regulatórios e demandas de mercado justifica o diferencial de custo para clientes corporativos.

Flexibilidade e Modularidade

A pandemia consolidou modelos de trabalho híbrido que exigem espaços adaptáveis. Projetos de 2026 priorizam layouts que permitem reconfiguração rápida, mobiliário modular e infraestrutura para diferentes usos ao longo do dia ou da semana.

Para arquitetos, esta tendência representa oportunidade de projetos com maior valor agregado. Soluções que contemplam cenários de uso variáveis demonstram visão estratégica e geram diferenciação competitiva.

Normas Técnicas e Atualizações ABNT

Não há alterações radicais em normas ABNT específicas para arquitetura em 2026. Permanecem vigentes normas fundamentais como NBR 15575 (desempenho de edifícios), NBR 7199 (vidros na construção) e NBR 16280 (reformas em condomínios).

Normas Técnicas e Atualizações ABNT

O acesso gratuito às normas ABNT via CAU/BR facilita atualização profissional. Arquitetos podem consultar normas técnicas sem custo através do portal do conselho profissional.

Atualizações em normas de acessibilidade, como a NBR 17225, continuam vigentes e exigem atenção em projetos novos e reformas. A conformidade com requisitos de acessibilidade permanece obrigatória e sujeita a fiscalização.

Adaptações Práticas para Escritórios de Arquitetura

As mudanças para arquitetos no Brasil em 2026 exigem adaptações operacionais imediatas. Escritórios que se anteciparem conquistam vantagem competitiva e evitam problemas de conformidade.

Adaptações Práticas para Escritórios de Arquitetura

Sistemas de Gestão Fiscal

A prioridade imediata é atualização de sistemas de emissão de notas fiscais. Softwares de gestão devem incorporar campos para IBS e CBS, mesmo que preenchimento seja facultativo durante período de testes. Consulta a contadores especializados em reforma tributária é recomendação essencial.

Erros de classificação tributária podem resultar em inconsistências, perda de créditos e autuações. A integração entre áreas de faturamento, contabilidade e gestão de projetos torna-se crítica para evitar retrabalho.

Formação de Preços e Contratos

Simulações financeiras detalhadas são necessárias para prever impacto da nova carga tributária sobre honorários. Contratos em andamento devem ser analisados quanto a cláusulas de reajuste e repasse de tributos.

Para novos contratos, recomenda-se inclusão de cláusulas que prevejam ajustes decorrentes da reforma tributária. A transparência com clientes sobre impactos fiscais fortalece relacionamentos comerciais.

Capacitação em ESG

Arquitetos que atendem clientes corporativos devem investir em capacitação sobre normas IFRS S1 e S2. Compreender requisitos de relatórios ESG permite antecipar demandas e oferecer soluções alinhadas às necessidades de compliance dos clientes.

O CAU/BR oferece capacitações sobre reforma tributária e suas implicações para profissionais de arquitetura. Participação ativa nestes eventos é recomendação prioritária.

Oportunidades e Riscos para Arquitetos em 2026

As mudanças para arquitetos no Brasil em 2026 apresentam tanto riscos quanto oportunidades. A capacidade de adaptação determina o posicionamento competitivo de cada profissional.

Oportunidades

A unificação de tributos tende a simplificar a gestão fiscal no médio prazo. Arquitetos que dominarem o novo sistema antes da transição completa estarão preparados quando a cobrança efetiva iniciar em 2027.

A demanda por projetos sustentáveis e espaços híbridos representa oportunidade de diferenciação. Profissionais especializados em soluções ESG e design biofílico acessam segmento de mercado com maior capacidade de investimento.

O Cadastro Imobiliário Brasileiro traz maior segurança jurídica às transações, potencialmente reduzindo fricções em processos de aprovação e regularização de projetos.

Riscos

A não conformidade com obrigações acessórias pode gerar autuações e penalidades após período de adaptação. Arquitetos que não atualizarem sistemas de gestão fiscal enfrentam riscos de autuação.

A absorção de carga tributária por erro na formação de preços compromete margens de lucro. Contratos celebrados sem previsão de ajustes podem se tornar deficitários após transição completa.

Clientes corporativos que exigem compliance ESG podem migrar para concorrentes preparados. A perda de competitividade neste segmento representa risco significativo para escritórios que não se adaptarem.

FAQ: Perguntas Frequentes sobre Mudanças para Arquitetos no Brasil em 2026

Arquitetos precisam pagar IBS e CBS em 2026?

Não. Em 2026, a cobrança é simbólica e há dispensa de recolhimento para quem cumprir obrigações acessórias. O valor destacado em notas fiscais é compensado com PIS e Cofins já pagos.

Qual a alíquota efetiva de impostos para serviços de arquitetura após a reforma?

Profissionais liberais têm redução de 30% na alíquota padrão. Considerando alíquota de referência de 28%, serviços de arquitetura terão alíquota efetiva de aproximadamente 19,6% após transição completa.

Preciso atualizar meu sistema de emissão de notas fiscais?

Sim. A partir de janeiro de 2026, documentos fiscais eletrônicos devem incluir campos para IBS e CBS. Embora não haja rejeição automática, a obrigatoriedade legal existe e autuações podem ocorrer após período de adaptação.

O que é o Cadastro Imobiliário Brasileiro (CIB)?

É um identificador único nacional para cada imóvel, integrando dados de cartórios, prefeituras e órgãos federais. Funciona como CPF do imóvel e passará a constar em contratos e documentos imobiliários.

Como a obrigatoriedade ESG afeta arquitetos?

Empresas de capital aberto devem reportar dados ESG conforme normas IFRS S1 e S2 a partir de 2026. Projetos corporativos passam a exigir documentação de impacto ambiental e especificação de materiais sustentáveis.

Houve mudanças em normas ABNT para arquitetura em 2026?

Não há alterações radicais. Permanecem vigentes NBR 15575 (desempenho), NBR 7199 (vidros) e NBR 16280 (reformas). Atualizações em acessibilidade como NBR 17225 continuam aplicáveis.

Onde encontrar orientações oficiais sobre a reforma tributária?

A Receita Federal disponibiliza orientações em seu portal. O CAU/BR oferece capacitações específicas para arquitetos. Consulta a contadores especializados é recomendada para questões específicas de cada escritório.

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